quinta-feira, dezembro 31, 2009

The Who


O The Who é uma das principais bandas de rock do mundo. A banda inglesa, que surgiu em 1964, foi uma das precursoras do ópera rock. Outra característica que deu fama a banda foi a tradição de destruir os instrumentos no final de cada show, especialmente o guitarrista Peter Townshend e o baterista Keith Moon.

Esse vídeo é da música "Water". Ela foi apresentada pela primeira vez no Festival da Ilha de Wight
, em 1970. Nela você pode ver toda a energia das performances da banda, bem como a relevância de suas letras. Não encontrei nenhuma tradução decente para o português (se alguém se habilitar coloque nos comentários), então segue a letra em inglês.

Com certeza é uma boa dica para esse final de 2009 e começo de 2010.




Water

(Pete Townshend)

The foreman over there hates the gang
The poor people on the farms get it so rough
Truck drivers drive like the devil
The policemen, they're acting so tough
They need water
Good water
They need water
And I'm sure there isn't one of us here who'd say no to somebody's daughter
No, no, no

The foreman over there hates the gang
The poor people on the farms get it so rough
Truck drivers drive like the devil
The policemen they're acting so tough
They need water
Good water
They need water
And maybe somebody's daughter

Indian Lake is burning
New York skyline is hazy
The River Thames is turning dry
The whole world is blazing

We need water
Wow yeah, good water
Ooh, we need water
And maybe somebody's daughter

Ah give me give me good water
A give me give me give me good water
Give me good water
Please don't refuse me, mister
I seen your daughter at the oasis
And I'm beginning to blister

My Chevrolet just made steam
Your crop is layin' foul
My grass skirt's lost its green
I'm alive, but I don't know how

I need water
Good good water
They need water

Give me give me give me good water
Give me give me give me good water
Give me give me give me good water

Somebody, champagne!

sábado, dezembro 19, 2009

Nova diretoria do DCE é formada

As eleições do DCE são proporcionais, ou seja, a ocupação dos cargos é feita pelo número de votos conquistados por cada chapa. Essa divisão, que tem o nome de "chamada", foi realizado no dia de ontem, 14/12, na sala do DCE. A chapa número 1 - Movimentação, tinha direito a ocupar 15 cargos e a chapa número 2 - DCE por Você, 16 cargos. Conforme a votação obtida as chapas se intercalavam na escolha das coordenadorias e diretorias do DCE. No final a composição da nova direção da entidade ficou assim:

Coordenador Integração Estudantil: Reginaldo Leonel Ferreira

Coordenador Patrimônio e Finanças: Paulo Roberto Correa Couto

Coordenador de Comunicação: Rafael Bueno

Coordenadora de Cultura: Bia Maitelli Ferrigo

Coordenadora de Ensino: Camila Bertoldo

Coordenador de Pesquisa: Lucas Mateus de Souza

Coordenador de Extensão: Fabian Tamura

Coordenador de Assistência Estudantil: Diogo Martinelli

Coordenadora de Combate às Opressões: Alexandra Castilhos

Coordenador de Formação: Vinícius Postali

Coordenadora de Campi e Núcleo: Renata Martins Leite

Direção de Cursos Sequênciais: Conrado Hanke

Direção de Pós Graduação: Moacir Camerini

Direção Carvi: Eduardo Valduga

Direção Camva: Paulo Augusto Streck Filho

Direção Nucan: Maico Diego Ludeki Martins

Direção Nugua: Paulo Roberto Figueira Xavier

Direção Nupra: Daniel Tonon

Direção Nuver: Rutineia Goretti de Lima

Direção Nufar: Caroline Dalegrave

Direção Nvale: Ronaldo Henker

Direção CCBS: Naiara Conterno

Direção CCET: Wagner Battessini

Direção CCEA: Jenifer Barbosa

Direção CCHC: Sharon Ramos

Direção CEFE: Marcelo Cesco

Direção CCJU: Vinícius da Silva Nascimento

Direção CEAA: Bruna Frizzo

Direção CCAB: Eduardo Pasini

Direção CECC: Daiane Mello

Direção CECI: Ronaldo Camargo

As chapas acordaram entre sí transformar as suplências em direções de centros que foram desmembrados neste ano. A posse da nova diretoria foi quinta feira (17/12) às 19 horas no Centro de Convivências da UCS.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Realmente cabe tudo na internet

A nossa Exma. Governadora do Estado, Yeda Crusius, aventurou-se na internet.

Agora ela tem um blog (http://www.blogdayeda.com/) e um twitter.(http://twitter.com/blogdayeda).

O interessante, ou não, é que é a Yeda mesmo que escreve - segundo fontes do próprio Piratini (vai saber). Algumas postagens são da assessoria mas passariam pelo crivo da governadora.

No blog tem comentário mas eles são moderados. Por enquanto só tem comentário favorável. Será que ninguém leu o blog? Eu fiz um comentário lá, juro que fui bem educado, vamos ver o que acontece.

Eu acho isso bastante positivo, pois se a Yeda passar bastante tempo na blogsfera ela passará menos tempo governando o Estado. Levando em conta o desvio de 44 milhões do Detran, as escolas de lata, a criminalização dos movimentos sociais, o estado que menos investe em saúde, entre outras coisas isso será muito bom para o Rio Grande do Sul.

Então que tal uma campanha para que a Yeda saia do Piratini e invista na carreira de blogueira?

Ah, um detalhe importante. O blog da Yeda, ao contrário do Blog do Planalto, tem direitos reservados, então se você quiser copiar alguma coisa dele (vai saber, né?) isso é proibido. Bastante normal já que o Azeredo, o cara do AI5 digital é do mesmo partido da Yeda.

terça-feira, setembro 08, 2009

Sonho de Computador

O vídeo abaixo foi o trabalho final da disciplina de Ciberespaço e Criação na Cultura Digital I, do curso de Bacharelado em Tecnologias Digitais.

A idéia básica do vídeo era que pudessemos experimentar técnicas de gravação e edição em vídeo digital, sendo que obrigatoriamente o grupo deveria "atuar" no vídeo.

Depois de um começo bastante difícil com muita dificuldade para definir "o que fazer", surgiu um pequeno conto - que eu publiquei aqui - a partir daí nasceu um roteiro e o trabalho deslanchou.

Um detalhe bastante importante, também, foi a música do filme. Ela foi composta pelo Felipe Ferreira, o Bob.

Espero que curtam, e fiquem a vontade para comentar.


sábado, junho 20, 2009

Conferência Regional de Educação da Serra opta pela exclusão

Acontece por todo o país a Conferência Nacional de Educação que é uma iniciativa do governo federal. O primeiro semestre do ano de 2009 é o momento da realização das etapas municipais, que tiram seus representantes pra a etapa estadual que acontece em outubro de 2009, em POA.

Nesse processo Caxias optou pela construção de uma conferência regional, juntamente com outros 34 municípios, que aconteceu na última quarta-feira (17/06) em Farroupilha. O regimento da Conferência Regional criou um “funil” entre as mini ou pré-conferências e a conferência regional. Esse “funil” limitou a participação na etapa regional, algo que não consta no regimento nacional.

É importante salientar que a realização de pré-conferências não é o problema, a questão fundamental é que a etapa municipal não foi construída com a participação de todos os setores envolvidos na construção da Conferência Nacional de Educação. Movimentos sociais, movimento estudantil, movimento popular não foram chamados para participar. Isso fez com os dois únicos universitários de Caxias que estavam credenciados na regional eram estagiários da Secretaria Municipal de Educação.

O Diretório Central de Estudantes da UCS, que representa mais de 30 mil estudantes universitários de 8 cidades diferentes, em nenhum momento foi convidado para a construção do processo em Caxias do Sul. Apesar disso uma representação de 4 estudantes do campus de Caxias da UCS se fez presente na etapa regional, com o objetivo de contribuir com as reivindicações dos estudantes. Entre os 4 estudantes havia a presença de uma diretora da UNE, entidade que está mobilizando os estudantes pelo país na construção da Conferência Nacional de Educação.

Infelizmente a demonstração de disposição para participar não foi suficiente para sensibilizar a comissão organizadora regional. Em um primeiro momento não queriam permitir a entrada nos espaços de debate. Com muita pressão conseguimos participar dos grupos de discussão. Na plenária final foi apresentado um recurso solicitando que os nomes das quatro pessoas que participaram de todos os debates fossem incluídos na lista oficial de participantes para possibilitar a participação na etapa estadual da Conferência.

Lamentavelmente não conseguimos sensibilizar a comissão organizadora, que mesmo confrontada com o Regimento Nacional da Conferência, que diz que a participação pode ocorrer tanto na etapa municipal quanto na regional. Houve uma completa omissão por parte da presidente do Conselho Municipal de Educação de Caxias do Sul, da SMED, dos vereadores caxienses presentes. Felizmente contamos com o apoio e bom senso de outras pessoas que encaminharam uma proposta para que os representantes do DCE e da UNE pudessem participar da etapa estadual.

A Conferência Nacional de Educação é uma reivindicação histórica dos movimentos de educação e um espaço privilegiado para a construção das políticas educacionais para os próximos anos. A Conferência é para ser um espaço democrático, mas infelizmente não foi isso que aconteceu na discussão de Caxias do Sul. Nela era massiva a presença de gestores e professores da rede municipal. Pais, estudantes, universidades, cursos profissionalizantes, sindicatos, movimentos sociais eram quase inexistentes.

Em resumo a etapa foi extremamente excludente e somente privilegiou a participação do governo municipal. Essa atitude de exclusão da Secretária Municipal de Educação nos causa estranheza, pois não sabemos se ela aconteceu por descuido ou propositalmente. O Governo do Estado abertamente está boicotando as etapas municipais, regionais e não participará da estadual. Cabe lembrar que a atual secretária estadual de educação, Marisa Abreu, foi apresentada ao Rio Grande do Sul pelo governo Sartori.

terça-feira, maio 26, 2009

O que me fascina na tecnologia

Uma pergunta surgiu em uma disciplina da UCS. "O que no mundo tecnológico te fascina?" Essa foi a minha resposta. Alguém concorda? descorda?

O que me fascina no mundo tecnológico é que ele pode fazer um animal lento, que enxerga mal e fraco em um sucesso evolutivo.

O ser humano passou de alimento para outros animais a espécie com capacidade de mudar - e acabar com o planeta - utilizando da tecnologia. Desde as ferramentas mais simples, que inclusive são compartilhadas por nossos primos primatas (pedras como martelo, galhos como alavanca ou armas), até as mais avançadas que nos levaram ao espaço ou nos permite abrir uma garrafa de Coca Cola com facilidade.

O importante em relação a tecnologia é não julgá-la boa ou má. A mesma tecnologia que criou a bomba atômica também possibilita a cura de doenças e gera energia. O fascinante é encarar os dilemas éticos que ela nos traz. Podemos clonar um ser humano, mas devemos?

A tecnologia aliada a outra característica exclusivamente humana nos eleva a um outro patamar evolutiva. A arte é uma característica que só existe entre os humanos - por enquanto - e é ela que nos distingue enquanto seres. Fazemos e apreciamos a arte por que somos humanos. Arte e tecnologia nos permite não só representar o mundo mas também recriá-lo. Permite que a imaginação supere os nossos limites corporais, de tempo e de espaço.

Arte e tecnologia faz uma nova revolução evolutiva naquele animal lento, fraco e que enxerga mal. Agora não é mais o sucesso evolutivo que importa. Ele não precisa mais ficar fixo em seu meio, ele pode criar um mundo único. O universo passa a ser o limite.

terça-feira, maio 05, 2009

"Sonhar é acordar-se para dentro"*

É noite, olho pela janela e o lado de fora me parece familiar e estranho ao mesmo tempo. Acho que já vi essa imagem, na minha mente aparece a imagem de uma tela de Van Gogh. Sim, é Monticelli. Foi fácil descobrir. Continuo lendo meu livro. Estou calmo e tranquilo. A luz da vela quase não treme.

Derrepente percebo uma sombra, minha respiração começa a ficar acelerada. O que será essa sombra? O que está surgindo das profundesas da escuridão? Antes de poder pensar sobre isso apaga-se a vela e sou encoberto por um breu que luz nenhuma parecia penetrar. Tão logo como apareceu ele desaparece. Estou agora numa biblioteca. Na minha frente há livros, muitos livros, estantes e estantes de livros. Sinto um impulso, tenho que organizá-los. Um a um, um ao lado do outro, uma tarefa repetitiva. Minha respiração começa a acelarar cada vez mais, minhas mãos não param de executar a tarefa. Meu peito doi. Essa dor vai subindo pela minha garganta, não consigo segurar. Solto um grito tão alto que ele estremesse o ambiente.

Estou calmo novamente. Olho pela minha janela e vejo uma paisagem novamente. Não é mais noite. Vejo um campo e um pinheiro. Cores vibrantes e fortes inundam minha retina. Por que estou vendo quadros do Van Gogh? Agora estou pintando. Sobre a mesa há tinta, pinceis, uma cartolina. Estou feliz. Estou calmo, tranquilo. O que está se passando comigo?

Ouço um ruído. Minha sala começa a escurecer. Tenho medo de me virar. O pavor atinge minhas pernas. Um véu negro me encobre novamente. Nããããããããão!

Resurjo sentado em uma carteira escolar. Na minha frente lápis e papel. Começo desesperadamente a escrever uma combinação de dois números: 0 e 1. Para mim essas sequências tem lógica. Parece que eu as compreendo. Olho para o lado e há uma infinidade de pessoas iguais a mim fazendo a mesma coisa. O trabalho é cansativo. É exaustivo. Minha mão treme. Meu coração acelera. Meu estômago doi. É um dor aguda. Não consigo resistir.

Nesse momento ouço um bip. Tudo congelou. O que está acontecendo? Parece que a imagem está se desmanchando, tudo virou apenas uma combinação de zeros e uns.

Tudo fica preto. Uma outra imagem aparece...

¹O autor da frase do título é Mário Quintana.
² Esse conto se transformará em um vídeo para a disciplina de Cibercultura do curso de Bacharelado em Tecnologias Digitais da UCS.

³ Não entendeu? Entendeu tudo? Gostou? Não gostou? Comente.

segunda-feira, março 23, 2009

A mudança que não acham necessária

A vida realmente é uma caixinha de surpresas. Enquanto o mundo inteiro clama por mudanças existem pessoas que defendem a continuidade. Os exemplos são inúmeros das necessidades de mudar a sociedade e o jeito de fazer as coisas. Os governos antes neoliberais, sofreram uma pesada derrota em seu projeto com a crise provocada pela sua própria ideologia. Resultado? Mudar o sistema financeiro. Impor um controle maior aos bancos e aos especuladores. Até o impensável vão fazer, estatizações de bancos e empresas.

Na onda de mudança fez com que o belicoso (para ficar no politicamente correto) Bush, desse lugar ao diplomático Obama. Mudou a América Latina. Cada vez mais presidentes de esquerda (tá de centro-esquerda para contentar os mais ortodoxos). O último exemplo disso foi o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional que já foi um grupo de guerrilha.

Esse preâmbulo é para constatar que a mudança, além de bem vinda é necessária. Então porque alguém imporia uma barreira para isso? Eu também não sei a resposta, mas a pergunta me deixa intrigado. Tudo começou numa tarde de sábado, quando participei de uma reunião onde estaria sendo discutido, o pretenso programa para uma chapa que concorreria as eleições de uma entidade.

Bom, aí já tem uma coisa errada. Estava discutindo programa depois de haver a discussão sobre a política de alianças. Já estava certo que haveria uma aliança tática e se manteria uma direção, que apesar de ter problemas, taticamente falando, era melhor do que estar fora. Beleza então. O que podemos fazer para melhorar a atuação da tal diretoria? Fiz uma fala onde apontei alguns problemas na condução das lutas da tal entidade. A necessidade dela se posicionar de forma mais independente e a importância de discutirmos uma nova cultura política de atuação no movimento.

Faço aqui um parênteses pois discutir uma nova cultura política é uma prática da organização política a qual milito, e esse é o principal diferencial de atuação nos movimentos e é o que ainda me faz acreditar que alguma coisa pode ter jeito na política, pois somos sujeitos da transformação, logo somos responsáveis por mudar o que achamos errado.

A minha fala foi até bem recebida pelos demais participantes da reunião. Alguns criticaram alguns pontos, outros concordaram com outros, mas o que mais me deixou intrigado foi a posição da pessoa que coordenava a reunião e pertence, paradoxalmente, a mesma organização. Pasmem, ele afirmou que como as pessoas passam muito tempo no movimento não podemos mudar a cultura política. Em resumo temos que fazer as coisas do mesmo jeito!

Não acreditei. A principal crítica é o uso proselitista do movimento. É a política do favor, do jeitinho. E aí alguém diz que isso não pode mudar. E esse alguém está em poder de tomar decisões e representar um grupo maior ainda. Repito, não acreditei.

Quando o pragmatismo no movimento chega até o ponto de você achar natural o desvio ético é que alguma coisa está muito errado. Eu fico pensando. É tão importante o poder que ele não pode ser relevado nem para manter a consciência? É tão fundamental ser direção que há o risco de negar tudo o que defende? Não consigo as respostas para isso, espero que os leitores desse texto me ajudem nos comentários.

Ao final da reunião não tive dúvida encontrei um representante da "velha política", na pior definição do termo.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Simpons tem nova abertura em HD

Voltei aos posts. Acho que será um bom início. Os Simpsons uma das séries de maior tempo de duração na TV mundial acaba de ganhara uma nova abertura, agora em alta definição. A nova abertura traz a mesma sequência da apresentação dos personagens, entretanto ela acrescenta uma enormidade de elementos novos. Como exemplo tem o Leny caindo da escada quando coloca a placa de 3 dias sem acidentes, uma cena que revela o que acontece com a barra radiotiva que o Homer joga para fora do carro e várias outras.

Bom não vou estragar a surpresa. Abaixo está a janela do youtube para vocês conferirem a abertura. Bom divertimento




A propósito o Bart está escrevendo no quadro: "HDTV vale cada centavo"

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Decepção

Dois mil e nove não começou muito bem, pelo menos para o meu computador. Hoje de manhã ele teimou em não inicializar. Na verdade não é a primeira vez que isso acontece e já está virando rotina. Agora fui obrigado a fazer um feriado forçado. O ruim de depender da tecnologia é não poder usar as ferramentas para o seu trabalho.

Bom isso é o custo de comprar equipamento usado. Já tô pensando que foi um péssimo negócio, mas fazer o que. É da vida. Enquanto isso estou usando o meu micro "velho". Muitos anos de uso e pouquíssimos problemas. Fica aí uma imagem de como deve estar o meu micro.

Ah, ele foi para o conserto. Vamos ver o que vai acontecer.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

A midia caxiense tem nível, mas....

Dois fatos recentes me fazem questionar o papel da mídia caxiense. Você pode dizer: "Sim, que novidade", mas o que surpreende, nesses fatos, é que caiu a fachada de mídia "imparcial".

O primeiro fato é a cobertura do reajuste do transporte público da cidade. Os principais veículos de comunicação da cidade divulgaram a informação que o prefeito em exercício, Alceu Barbosa Velho, promoveu uma ampla negociação com os conselheiros chegando a ameaçar que vetaria um reajuste maior que R$ 2,20. Bom realmente o Secretário da Fazenda do Município, Carlos Antônio Búrigo, recebia o tempo todo ligações no celular. O maior problema é que apenas quem estava lá viu isso. Agora vem o problema. Nenhum veículo de imprensa, além do Jornal dos Bairros e do cinegrafista da UCSTV estavam lá. De onde saiu as informações, então, para essa história? Já é sabido que a mídia é extremamente oficialista. Copiam releases, buscam as fontes governamentais, ou seja, fazem o caminho mais fácil. Agora ao ausentarem-se de acompanhar uma reunião que aumentaria o valor da passagem de ônibus (uma pauta obvia) demonstra o descaso com a verdade. Nesse caso nenhuma matéria abordou alguns acontecimentos da reunião:

1 - A proposta apresentada pelo conselheiro do DCE não foi colocada em votação. A proposta exigia que a Visate e a Secretaria apontasse o que iria fazer com o dinheiro que entraria a mais por conta do reajuste;
2 - Cerca de 30 pessoas acompanharam a reunião representando um série de entidades;
3 - Se as planilhas de aumento são tão corretas pq a própria Visate votou no valor de R$ 2,20 se ela pedia um valor muito maior?
4 - O patrolamento da reunião, promovido pele presidente do Conselho Eder Dallago, que queria definir tudo em 20 minutos.

Além de não terem visto isso tudo, a mídia ainda chega a conclusão que votar o projeto de reajuste no dia 23 de dezembro não é fazer isso no afogadilho. Durma-se com um barulho desses. Na foto acima você poderá ver o que ninguém da imprensa oficial de Caxias viu. A reunião do Conselho Munciipal de Trânsito e Transportes.

Acho que ele quer o lugar do titular

O outro exemplo beira a surrealidade. Um "radialista" caxiense conhecido pela alcunha de seus parcos longos cabelos, pilota um programa diário nas tardes de uma grande emissora de rádio de Caxias do Sul. Esse programa brinda-nos com horas e horas de péssimos exemplos de "como fazer comunicação". Recentemente esse "radialista" saiu com uma pérola. Na semana passada na coluna Mirante do Jornal Pioneiro, havia um comentário sobre o Orçamento Comunitário. Roberto Nielsen, que interino na coluna, tecia algumas críticas sobre o OC apontando que o processo perdeu participação, caiu em qualidade, ou seja, que a prefeitura estava esvaziando o OC para determinar seu fim.

O interessante disso tudo é que o tal "radialista" fez uma crítica contundente a esse comentário. Até aí não teria problema. O problema é que ele disse que parecia que o interino queria o cargo do oficial!!!!!???? Bom o nobre "radialista" esqueceu que o interino é apenas o Editor Chefe do Pioneiro, ou seja, é o chefe de todos os jornalistas.

Como uma pessoa com todo esse conhecimento tem um programa de rádio, diário, e por horas e horas enche o ouvido das pessoas com pérolas como essas? A resposta é simples. Ele comprou o espaço. Dinheiro faz a maior bobagem do mundo se transformar numa citação intelectual.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Recomeçar

Nossa, faz muito tempo que eu não atualizo esse blog. Por várias vezes eu pensei se valia realmente a pena continuar escrevendo. Afinal de contas por que alguém cria, e mantém, um blog? Além da resposta tradicional: "Porque todo mundo tem um", acho que ele, o blog, pode ser um espaço interessante para a troca de informações.

Há hoje mais blogs escrevendo sobre notícias do que jornalistas. Isso dá a essa ferramenta um poder de alcance que nunca antes esteve na mão das pessoas comuns. A verdade agora passa a ter várias versões e não só a dos grandes veículos de comunicação. Claro, muita gente copia o que sai no jornal (ninguém disse que o mundo é perfeito), mas a possibilidade de ler algo diferente é extremamente tentadora.

Então é isso, resolvi voltar a escrever, e dessa vez estabelecer um desafio:

Postar toda a segunda, quarta e sexta-feira.

Acho que esse desafio de regularidade vai fazer com que as coisas por aqui fiquem mais agitadas, e vai fazer com que eu não deixe esse blog tanto tempo sem atulizações.

Bom para um primeiro post acho que tá bom por enquanto. Vamos começar devagar para não cansar logo.

Obrigado a tod@s meus leitores. Um grande abraço.

sexta-feira, maio 09, 2008

Por que não te calas?


A frase que está no título foi proferida pelo Rei Juan Carlos, da Espanha, para o presidente venezuelano Hugo Chaves durante um bate boca durante a Cúpula Ibero-Americana no ano passado, mas ela serviria muito bem para o Senador do DEMO/RN, José Agripino Maia. A Ministra Dilma Rousseff compareceu em uma audiência na Comissão de Infra-Estrutura do Senado Federal para falar sobre o Programa de Acelaração do Crescimento, PAC.
Entretanto o choro dos oposicionistas era perguntar-lhe sobre o tal Dossiê com os dados, sigilosos, dos cartões corporativos do governo FHC (aqueles que mostram os gastos em vinhos franceses e caviar). A ministra disse que responderia a qualquer pergunta sem problema nenhum, nisso aparece o estabanado Senador Agripino Maia. Em sua pergunta ele faz uma considerando se reportando a uma entrevista, concedida por Dilma, onde ela dizia que durante a ditadura ela mentiu e sugeriu que ela poderia mentir novamente.

A resposta da Ministra foi contundente, "eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador". Dilma afirmou ainda que "não há possibilidade de diálogo" quando se tem pela frente o "pau de arara, o choque elétrico e a morte".
Melhor do que ler só ouvindo a resposta, no vídeo ao lado.

No final da resposta Dilma afirma que durante a ditadura militar ela e Agripino estavam em lados diferentes, e isso é pura verdade. A biografia de Agripino Maia é recheada de momentos onde ele foi beneficiado pela ditadura militar. Ele ingressou na carreira política em 1979 como Prefeito Biônico de Natal (nomeado pela ditadura). Seu pai e primo foram governadores também indicados pelo regime o que demonstra a proximidade da família com o regime de exceção. Ele também é dono de uma emisora de TV e de emissoras de rádio no Rio Grande do Norte. Sua trajetória é inegável. É um dos grandes filhotes da ditadura militar. Com certeza não tem integridade moral para estar na mesma sala de pessoas que lutaram e sofreram para garantir a democracia no país.

sexta-feira, abril 25, 2008

Aprendendo a multiplicar

Achei esse vídeo no Portal deVídeos do Terra. É um jeito bem interessante de fazer multiplicação, bastante lúdico, e dispensa decorar a tabuada. Confiram.


terça-feira, abril 22, 2008

Zeca Baleiro é show

Músico, cronista, colecionador de camisetas de times de futebol e uma pessoa super simpática. Esse é o Zeca Baleiro que fez show na UCS no último dia 17 de abril. O show foi uma promoção do DCE e marcou o final do Trote Cultural do primeiro semestre de 2008. Um público de cerca de 1.700 pessoas assistiram os antigos sucessos e as novas músicas desse maranhense que já é um dos ícones da música brasileira.

Diferente de tantos outros músicos ele tem uma grande empatia com o público. Já durante a coletiva de imprensa, que durou quase 1 hora, ele falou sobre música, internet, movimento estudantil, hip hop, futebol e de seus próximos projetos. Ainda sobrou um tempo para jogar uma partida de sinuca.

No show não foi diferente. Quando foi presenteado com uma camiseta do Juventude ele lembrou que tinha recebido, horas antes, uma do Caxias. Entre um sucesso e outro ele conversava com a platéia. Os mais persistentes até conseguiram autógrafos no final do show.

Mais um detalhe importante, os ingressos custaram R$ 7,00 para estudantes e R$ 15,00 para não estudante. Valor muito mais baixo que a maioria da entrada das casas noturnas de Caxias do Sul. Quem não foi perdeu uma grande oportunidade.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Você viu a Lua?

Você olhou para o céu ontem (20/02)? Não! Então perdeu um espetáculo ímpar. Ontem ocorreu um eclipse lunar, um dos mais brilhantes e o último até o dia 21 de dezembro de 2010, e que não terá visibilidade ideal no Rio Grande do Sul.

O eclipse alcançou seu ponto máximo às 00h01min, na verdade já era dia 21. O disco lunar ficou com uma cor vermelho-cobre causada pela sombra da Terra projetada no nosso satélite natural. A cor é derivada, principalmente, da grande quantidade de partículas na atmosfera terrestre.

Ontem felizmente o tempo ajudou, e apesar de ter algumas nuvens o fenômeno foi facilmente observado. Aqui do lado tem uma tentativa de fotografia do eclipse. Descobri, na verdade já sabia, o como é difícil fotografar as estrelas, principalmente com um equipamento com poucos recursos.

Bom se quiser ver uma foto melhor clique aqui que tem muuuuuuuuitas.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Um ano no ar

Hoje completa um ano que esse blog foi ao ar. Eu prometi a mim mesmo que ele teria uma maior periodicidade, mas nem sempre há o clima propício para escrever. Escrever não sendo por obrigação é muito mais difícil.

Mas o objetivo desse
post é compartilhar as publicações mais lidas nesse um ano. Em resumo foram:

1.961 visitas
1.340 visitantes diferentes
2.949 página exibidas
No dia 26 de junho
82 acessos foram feitos. Foi o dia de maior audiência

Internautas de
150 cidades diferentes, do mundo todo, acessaram o blog. As 10 mais freqüentes foram:
Caxias do Sul, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, São José dos Campos, Belo Horizonte, Salvador e Los Angeles.

Um dos maiores desafios foi escrever os 5 artigos que tratam da história do DCE/UCS desde o começo da década de 90. Ficou um tópico para trás. Justamente o que fala da situação atual. Acho que é mais difícil escrever sobre a atualidade, mas vou tentar encarar esse desafio e completar a saga.

Segue a abaixo os 10 mais do site. Para chegar a essa lista foi utilizado com critério o número médio de acessos. Reveja-os, boa leitura e aguardem os novos
posts. Não entraram os do mês de dezembro, mas esses estão logo abaixo.

1° - O início da era Pauletti
2° - O DCE além da luta judicial - as gestões de 1992 a 1995
3° - A luta contra as mensalidades - as consignações
4° - E a direita assumiu o DCE
5° - A história que faltou
6° - Se é tão bom, por que se explicar?
7° - Jesus Cristo cantando "I will survive"
8° - Movimentação é eleita pela terceira vez para o DCE
9° - A luta por mais uma Universidade Pública
10° - A Infanticida Marie Farrar

sábado, dezembro 22, 2007

Greve de fome contra ou a favor do povo do Nordeste?

Nessa semana encerrou-se mais um capítulo de um longa novela. O Bispo Dom Cappio encerrou uma greve de fome, que durou 23 dias, contra a transposição das águas do Rio São Francisco.

A transposição do São Francisco é um projeto orçado em R$ 4,5 bilhões e que prevê a construção de dois canais que totalizam 700 km de extensão. A idéia da transposição do São Francisco vem desde Dom Pedro II porém, naquela época, faltavam recursos de engenharia para tal obra. O projeto foi abandonado mas não esquecido. Ele foi discutido durante os governos de Getúlio Vargas, em 1943, e de Fernando Henrique Cardoso, em 1994.

O projeto prevê a construção de dois canais, sendo que um deles, o leste, terá cerca de 210 km, e trará água ao estado de Pernambuco e levará água também para a Paraíba. O canal norte, por sua vez, terá 402 km, e também beneficiará Pernambuco e Paraíba, mais o Ceará e o Rio Grande do Norte. Com previsão de beneficiar 12 milhões de pessoas, o projeto prevê a captação de 1,4% da vazão de 1.850 metros cúbicos por segundos (m³/s).

Qual o impacto desse projeto?

Juntamente com a Itaipú e a Transamazonica, a transposição do São Franscisco será uma das maiores obras de engenharia do Brasil. É claro que uma obra dessa magnitude causa impactos em toda a região. O governo federal apresentou um relatório de impacto ambiental da obra. Ele foi divulgado pela Agência Brasil. Abaixo segue alguns ítens:

Impactos positivos:
  • Aumento da água disponível e diminuição da perda devido aos reservatórios.
  • Geração de cinco mil empregos durante a construção da obra (quatro anos), aumentando a renda e o comércio das regiões atingidas.
  • Abastecimento de até 12,4 milhões de pessoas das cidades.
  • Abastecimento rural com água de boa qualidade.
  • Extinção de problemas trazidos pela seca, como a escassez de alimentos, baixa produtividade no campo e desemprego rural.
  • Irrigação de áreas abandonadas e criação de novas fronteiras agrícolas.
  • A qualidade da água dos rios e açudes das regiões receptoras será beneficiada com as águas do São Francisco.
  • A oferta de água irá ajudar a fixar cerca de 400 mil pessoas no campo.
  • Redução de doenças trazidas pelo consumo de água inapropriada, reduzindo a pressão na infra-estrutura de saúde.
Impactos negativos:
  • Perda do emprego da população nas regiões desapropriadas e dos trabalhadores ao término das obras.
  • Risco de perda de biodiversidade de plantas e animais aquáticos nos rios da região.
  • Piora na qualidade de vida dos trabalhadores da região.
  • A desapropriação das terras e o êxodo das regiões atingidas alterará o modo de vida e os laços comunitários e pode provocar conflitos sociais.
  • Circulação de trabalhadores por terras indígenas de duas etnias: Truká e Pipipã.
  • Pressão na infra-estrutura urbana nas cidades que irão receber os trabalhadores.
  • A região do projeto possui muitos sítios arqueológicos, colocando-os em risco.
  • Desmatamento de 430 hectares de terra e possível desaparecimento do habitat de animais.
  • Introdução de espécies de peixe prejudiciais ao homem na região.
  • A diminuição dos volumes dos açudes provocará a redução biodiversidade de peixes.
  • Alguns rios não têm capacidade para receber o volume de água projetado, inundando os riachos paralelos.
E a greve de fome?

Longe de todas as discussões sobre o projeto, o grande tema da mídia e dos movimentos sociais foi a greve de fome do Bispo Dom Luiz Cappio. CNBB, MST, ecologistas, partidos de esquerda e de direita saíram no socorro de Dom Luiz. Não é a primeira vez que ele faz uma greve de fome contra o projeto. Da primeira vez ele recebeu o apoio de ACM e do Governador do Sergipe João Alves, chefe do PFL local. Bernardo Kucinski escreveu num artigo para a Agência Carta Maior
que é difícil encontrar uma explicação para a segunda greve de fome de Dom Luiz. "Na primeira greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco, ele ainda falava em negociação. Agora não propõe negociar nada. Exige que o Exército abandone o canteiro de obras e o projeto seja arquivado.", escreve Bernardo. Ele aponta também que os problemas enfrentados pelo São Francisco são comuns em outros rios que foram atacados pelo desmatamento, açoreamento dos leitos e poluição, "A diferença é que o Rio São Francisco ganhou um projeto que, com a transposição de uma pequena fração de suas águas, poderá transformar o cenário de toda uma região, hoje miserável.", escreve.

O Le Monde Diplomatique, edição brasileira, também entrou na polêmica. Com dois artigos, um escrito pelo teólogo Leonardo Boff e outro pelo filósofo e professor da UERJ Rodrigo Guéron, travam um série de argumentos sobre as ações do Bispo Dom Luiz e sobre o projeto de transposição. Estranhamento o texto de Leonardo Boff é recheados de lugares comum, palavras de efeito cristãs e muito poucos argumentos sólidos.

É de estranhar que um elaborador tão qualificado quanto Leonardo Boff só tenha conseguido argumentos tão fracos. Em um trecho Leonardo Boff lança Dom Luiz para a canonização: "O amor ao próximo e ao sofredor é a regra de ouro, a suprema norma da conduta verdadeiramente humana — porque abre desinteressadamente o ser humano ao outro, a ponto de dar a própria vida para que ele também tenha vida, como o está fazendo o bispo Dom Cappio, figura de eminente santidade pessoal e de incondicional amor aos deserdados do vale do São Francisco". Só isso?

Em contrapartida Rodrigo Guéron aponta que os apoiadores de Dom Luiz não podem ser chamados de esquerda pois apoiam um dos mais profundos conservadorismos brasileiros. Um esquema que glorifica a fome, sofrimento e a morte. Em outro trecho ele é taxativo: "O ato do bispo é, em primeiro lugar, um culto à fome, ao sofrimento e em última análise à própria morte. O bispo se auto-exalta, e é exaltado, como alguém que seria mais virtuoso que os outros porque sofre e passa fome. Isso o faria uma espécie de portador da verdade. Ou seja, fome e sofrimento seriam uma espécie de passaporte para a bem", sentencia.

Os textos são bem interessantes e fogem bastante da cobertura da grande mídia sobre esse assunto. Uma boa dica de leitura nesse final de ano.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Novo filme do Gerbase pode ser visto pela net

Carlos Gerbase é realmente inquieto. Depois de Tolerância e Sal de Prata, Gerbase tinha pressa em fazer mais um longa. Com a idéia de que o cinema brasileiro necessita de mais produções de baixo custo, em suporte digital e que dialoguem com o grande público, Gerbase escreveu um roteiro de abusa da dramaturgia.

Para a Casa de Cinema de Porto Alegre, 3 efes, é mais um momento para provar o potencial do cinema gaúcho. O filme foi a primeira inciativa profissional de vários profissionais formados pelo Curso de Produção Audiovisual da PUC/RS em 2006.

As imagens foram captadas com uma câmera mini-DV Panasonic AGDVX-100 e um kit de luz portátil Arri. O som direto foi gravado em fitas DAT. Toda a montagem da imagem foi realizada em ilha de edição Final Cut Pro. O que Gerbase nos prova é que é possível fazer cinema de qualidade com baixo orçamento.

Outra inovação foi o lançamento. No dia 7 de dezembro ele estava disponível nos cinemas, até aí sem novidades. Entretanto ele também podia ser comprado em DVD, passou na TV Aberta (TV COM), na TV paga (Canal Brasil) e também na internet pelo site do Terra, onde ele está dividido em 5 partes.


O filme

O Filme é baseado na teoria do professor Valadares que a humanidade tem 3 apetites: Fome, Fasma e (F) Sexo (entenderam o F?), daí vem os 3 efes do título. Bom fome e foda se explicam por si mesmo, a Fasma é uma palavra que vem do grego e tem a ver com a vida em sociedade – segundo a definição trazida na abertura do filme, é ‘a representação da realidade’ ou ‘simulacro’ ou ainda ‘signo’


“3 Efes" é uma comédia dramática que aborda as dificuldades – afetivas, financeiras e culturais – enfrentadas por um grupo de personagens que circula em torno de Sissi, uma jovem universitária que sustenta, a duras penas, o pai viúvo e o irmão pequeno.

Nessa situação de dificuldade, Sissi recorre aos conselhos de sua tia, Martina, uma dona-de-casa entediada que, em meio a uma crise no seu casamento com o publicitário Rogério, fica irresistivelmente atraída por William, um simples catador de papel.

Rogério também está em apuros: sua última campanha publicitária deu errado, e agora ele precisa dar um jeito de salvar seu emprego – de qualquer jeito. Assim, sob todas essas pressões do cotidiano, os personagens acabam tomando importantes decisões que vão mudar muita coisa entre eles – e também provocar algumas situações inusitadas.

“3 Efes" constrói uma história com personagens de uma grande cidade brasileira, Porto Alegre, vivendo dilemas éticos comuns a muitas pessoas de qualquer canto do mundo: até onde se pode ir para manter um emprego ameaçado, sustentar uma família na fronteira da fome, ou dar vazão a desejos que a sociedade condena?

Bom vale a pena conferir e não tem desculpa para não assistir e prestigiar um dos grandes diretores gaúchos.
Para finalizar tem uma entrevista bem legal com o Gerbase no blog do Luiz Zanini do Estadão.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Queen disponibiliza música nova gratuitamente

O Queen e Paul Rodgers disponibilizaram para download gratuito em seu site oficial a nova canção "Say It's Not True", como forma de marcar o dia mundial de luta contra a AIDS (1 de Dezembro).

A música foi escrita como homenagem a Nelson Mandela e foi apresentada oficialmente no show de lançamento da campanha
46664, que tem como objetivo combater a disseminação da AIDS no continente africano. O autor da música foi o baterista Roger Taylor que disse em uma entrevista que disponibilizando a canção gratuitamente esperava ajudar a campanha do Nelson Mandela, "ninguém está livre da infecção. Temos de ter cuidado, de nos protegermos e àqueles que amamos. A canção segue na linha da mensagem pessoal do Sr. Mandela: está nas nossas mãos pôr um ponto final nisto", disse o músico.

A música também é uma homenagem a Fred Mercury, vocalista do
Queen, que morreu vítima de AIDS há 16 anos.

O que é o 46664?
O 46664 é uma campanha que busca ser uma resposta da África ao avanço da epidemia de AIDS. O projeto concentra-se na educação de jovens e na arrecadação de fundos que são utilizados unicamente no combate à AIDS.

A campanha recebeu esse nome como uma lembrança ao número que foi designado à Nelson Mandela na prisão. Mandela foi preso em 1964 e ficou 27 anos em
Robben Island, uma prisão na Cidade do Cabo, Africa do Sul. Sua acusação era a luta contra o aphartied. Como os prissioneiros de Robben Island não eram chamados pelo nome, os anos e o tempo de prissão acabaram transformando o número 46664 como sinonimo de Mandela.

Essa era uma das estratégias do regime do aphartied, transformar as pessoas em números. Foi justamente por esse motivo que Mandela resolveu utilizar o seu número como nome da campanha, para lembrar o mundo todo que a AIDS não são apenas estatísticas e sim existem pessoas por trás dos números de infectados e mortos.

Clique aqui para baixar a música. É preciso preencher um formulário com nome, e-mail e país (isso serve para apoiar a campanha)

Para ver o vídeo-clipe clique aqui:

Abaixo a letra da música
Say It's Not True

The harder we play
The faster we fall
When we think that we know it all
We know nothing at all

The letter arrives
Like a bolt from the blue
So what’s left of your lives
All your dreams lost to you

Say it ain’t true
Say it today
When I open my eyes
Will it all go away

Say it’s not true
Say it for real
Can’t be happenin’ to you
Can’t be happenin’ to me

It’s hard not to cry
It’s hard to believe
So much heartache and pain
So much reason to grieve

With the wonders of science
And all the knowledge we’ve stored
Magic cocktails for lives
People just can’t afford

You can say it’s not true
You can say it’s not right
So hard to believe
The size of the crime

Say it’s not true
Say it’s not real
Can’t be happenin’ to you
Can’t be happenin’ to me